A proposta da Unesco para formação de professores

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Guilherme Canela (à esq.) e Alipio Casali

Por André Genesini

Neste momento acontece a palestra “A proposta da UNESCO de padrões de competência em TIC para professores” com Guilherme Godoi Canela (UNESCO) e interlocução de Alípio Casali (PUC-SP)

Guilherme lembra que o uso das TICs pelos professores não pode ser feito sem conexão com o ambiente maior que envolve a educação e a sociedade. Questões básicas e essenciais como cidadania, ética e os desafios sociais devem ser incorporados ao currículo e integrados ao uso das tecnologias em sala de aula.

Guilherme lembra fenômenos como o jornalismo cidadão, aonde o próprio cidadão faz a mídia usada pelos meios de comunicação oficiais e a grande produção de mídias pelos novos alunos. Porém, um cidadão tirar foto e envia-la a um jornal, ou fazer um vídeo que é publicado pela TV, não o faz um jornalista. Do mesmo modo uma pesquisa na web não se compara ao ensino de um professor plenamente habilitado para incorporar as tecnologias ao currículo.

Por esse motivo, a UNESCO tem a preocupação de ajudar a formar esses novos professores e, principalmente, definir quais são as competências que o professor da era digital deve ter para desempenhar bem o seu papel de educador.

Neste sentido, foi elaborado um relatório pela UNESCO, com a participação de diversos países e organizações, que trata das competências e padrões de competências em TIC que professores deveriam ter. Guilherme diz ainda que estes padrões de competências para as TICs são guias gerais que devem ser inseridos nas políticas globais educacionais de cada país membro, que só podem ser definidas por cada nação.

Alípio Casali (PUC-SP) é interlocutor da palestra A proposta da UNESCO de padrões de competência em TICs para professores com Guilherme Godoi Canela (UNESCO). Alípio achou muito boa a iniciativa da UNESCO em definir padrões de competências para as TICs, porém, questionou que este projeto é patrocinado por grandes nomes do mercado como INTEL, que tem interesses específicos e funcionam de acordo com a lógica do mercado, a qual nem sempre leva em consideração os interesses da sociedade como um todo.

Guilherme (UNESCO) responde ao questionamento dizendo que concorda com Alípio e que é preciso envolver todos os componentes do processo, pois até ONGs tem interesses específicos que nem sempre representa o todo, logo é importante envolver estados, educadores, organizações, entidades de classe, como foram envolvidos no caso deste relatório, que incorpora inclusive visões de todos os estados membros da ONU. Guilherme também disse que no caso das TICs não é possível não envolver os fabricantes, pois são questões sofisticadas e muito técnicas, logo quem as produz também deve estar envolvido.

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