Fórum Instituto Claro discutiu tecnologias para aprendizagem

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O I Fórum do Instituto Claro discutiu as tecnologias para aprendizagem e desenvolvimento humano.  O evento aconteceu no CENPEC em São Paulo e trouxe os professores Paulo Gileno Cysneiros, Maria Elizabeth Almeida e José Manuel Moran. Alexandre Sayad, da Rede CEP, foi o moderador.

O evento está disponível em relato no site do Instituto Claro. Um vídeo resumido do evento também pode ser visto e uma versão completa.  Há um fórum virtual que se pode participar. As perguntas realizadas pela platéia presente também podem ser vistas em um PDF. O artigo do professor Paulo Cisneyros que orientou a discussão também pode ser lido no portal.

Destacamos uma pergunta feita à profa. Maria Elizabeth Almeida sobre o Web Currículo.

Anna Helena Altenfelder (Cenpec) – Eu queria que vocês falassem um pouco mais sobre a ideia do web currículo.

Maria Elizabeth de Almeida – Já que o web currículo nasceu no nosso grupo de pesquisa, é importante eu colocar sobre isso. A gente vem trabalhando há muito tempo tanto com pesquisas na área de tecnologia na educação, como também com programa de intervenção de formação de professores, de avaliação de formação com o uso de tecnologia. Entretanto, as nossas pesquisas, dissertações de teses, resultados, vinham mostrando que a princípio se dizia que não dava para fazer porque não tinha tecnologia: “falta isso, falta aquilo, por isso que não dá para fazer, mas nós já temos toda a concepção pronta, na hora que tiver a tecnologia na mão, tudo vai acontecer”. Daí, quando a tecnologia começou a chegar, viu-se então que precisava fazer formação de educadores, e o Brasil foi um país que marcou muito bem sua posição nesse aspecto de formação de educadores, e não é só com uma formação qualquer porque não é só uma formação instrumental, mas, além de ser uma formação construcionista, que o Papert trabalha, é o aluno com o computador, produzindo seu conhecimento, é a autoria do aluno, mas é a autoria também do professor, porque eu não posso dizer que o aluno é protagonista se eu nego o protagonismo do professor , e assim vai em todo o sistema educativo.

Aí nós fomos trabalhar com uma formação que era uma formação contextualizada na escola, porque se o professor sai da escola e vem para a universidade fazer sua formação e a formação não está centrada nos problemas que ele enfrenta na escola ao utilizar a tecnologia, também ele pára, ele não consegue ir avante. Mas dizer que essa formação é contextualizada na escola não significa que ela tenha que acontecer no lócus da escola o tempo todo.

Aliás, nossa universidade precisa ir mais no lócus da escola, mesmo para entender qual é a problemática. Um dia eu estava na escola fazendo formação e os alunos abriram um extintor e jogaram água no laboratório porque a escola tinha recebido o laboratório há um mês e meio e eles sequer tinham conhecido um computador. Trabalhar contextualizado significa uma formação que parte dos problemas que o professor enfrenta na sala de aula e no cotidiano da escola, então não é só a sala de aula, mas você tem que trazer a escola com um todo, e mais, é uma formação que, à medida que o professor está sendo formado, ele já está também desenvolvendo experiências de integração dessa tecnologia ao trabalho pedagógico, portanto, ao currículo que ele desenvolve em sala de aula, e refletindo sobre isso para poder compreender que mudanças isso está trazendo para o currículo. Mas que currículo é esse, por que, se eu entendo que o currículo é apenas o conjunto do conteúdo, aquela grade mesmo de unidades de conhecimento, unidades temáticas, eu vou simplesmente colocar o livro didático na internet, fazer excelentes hipermídias e colocar, e está tudo resolvido. Hoje nós estamos integrando o programa todo, professores de área de epistemologia, formação de professores de interdisciplinariedade e todo mundo discutindo junto que currículo é esse que se desenvolve por meio das tecnologias. Quando a tecnologia é um instrumento de mediatização, ela é estruturante do currículo, ela não é neutra, porque ela não é apenas um suporte, é linguagem, e mais, para a tecnologia digital convergem diferentes linguagens. Foi nesse sentido que nós vimos que discutir o web currículo é fundamental, e não é discutir só na pós-graduação.

Vamos levar essa discussão para a comunidade, trazer diferentes setores para dentro da universidade para discutir. E não pode ser só presencial, pois seria um antagonismo muito grande. Então o web currículo foi para o Second Life, foi para a web, e continuou por meio de um blog. E em 2010 teremos um novo web currículo, e agora o web currículo vai acontecer, a partir de 2010, um ano no Brasil e um ano em Portugal.

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